quinta-feira, 31 de julho de 2014

Prajnaparamita - Análise do texto - Lama Padma Samten


Muito tempo perdido em transmigração (mudando as condições externas, nada adianta):
- sentido grosseiro: de corpo em corpo
- sentido sutil: de bolha em bolha
(Só é possível ver se não estivermos totalmente dentro das bolhas.)

Na grande perfeição tudo parece perfeito. Desse ponto não se consegue nem criticar as pessoas nas bolhas. 

Inconcebível e inexprimível lucidez (rigpa). Mente de Amitaba. Mãe de todos os Budas dos três tempos. Capaz de ver os processos artificiais onde estivemos presos. Não nascida porque está sempre lá. Como o céu: com espaço para acolher tudo. Experienciada pela cognição cognitiva prístina (sem condicionamento)...

A chave para perceber a vacuidade é a coemergência. Como perceber um sonho. Como um pintor e sua tela: as imagens não estão na tinta. Como perceber a mente dando formas às nuvens.

Ótimo para lembrar quando se está sofrendo.  É vazio qualquer sofrimento olhado assim. Remove sua solidez ao permitir o olhar fora de sua bolha.

termos:
darmas = atores no samsara
derradeiro nirvana = liberação completa do samsara
mantra = resumo de toda a prajnaparamita. A prática é manter a visão disso tudo ao recitá-lo. Com essa visão,  o que vemos é a mandala de prajnaparamita ou mandala vajra (trocando os referenciais internos, as coisas mudam)

Outros vídeos ótimos sobre prajnaparamita:
OBS.: Melhor evitar qualquer coisa que gere sofrimento. Ainda mais se desenvolvermos nossa prática e pudermos ver como as ações pequenas podem causar um sofrimento enorme, justamente pela vacuidade de tudo  aceitar qualquer luminosidade. Em nós mesmos pelo carma ou diretamente na outra pessoa. Exemplo: você trai e a pessoa e ela se mata por causa disso... Imagine o carma negativo gerado para ambos! A visão de Prajna aumenta nossa responsabilidade ética e não o contrário ("Vale tudo, se é tudo vazio").


“Não importa qual a perturbação que a pessoa esteja manifestando, a origem dessa perturbação está numa bolha — e dentro da bolha está na fixação dela às aparências e às respostas automatizadas. É isso. É só isso que acontece. Sempre tem o momento que o sonho se desfaz. Aí nós estamos livres. Quando estamos livres descobrimos que sempre estivemos livres, que o sonho sempre esteve a um triz de se desfazer. Aquilo nunca teve consistência.”

—Lama Padma Samten

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