Coletânea de vídeos do Lama Padma Samten comentando ou praticando trechos da Sadana do CEBB. Por favor, deixem nos comentários se acharem mais vídeos que incluo aqui. Também estou pesquisando. :)
* ANÁLISES:
Explicação do Lama sobre os Pujas:
https://youtu.be/HZPlaOuqIG8?t=39m19s
Prece aos Três Kaias do Lama:
https://youtu.be/-3QWhD7UBA0?t=1h28m28s
Prece a Padmasambava:
(faltando achar)
Prece para Alcançar a Cidadela da Sabedoria Intrínseca:
https://youtu.be/oPTXIJNqOdg?t=52m52s / transcrição (colaboração do Danilo)
O Estado Desperto Autoliberado:
https://youtu.be/-3QWhD7UBA0?t=1h20m50s
Cinco Bardos (Seis Selos):
https://youtu.be/-3QWhD7UBA0?t=59m30s
A Iluminação da Sabedoria Primordial:
https://youtu.be/InG7nb2UXVc?t=18m26s
A Inexprimível Confissão Suprema:
https://youtu.be/-3QWhD7UBA0?t=1h6m56s
(...)
Sutra do Coração da Prajnaparamita:
https://youtu.be/iVGXjdAlckE?t=21m25s
Os oito versos que transformam a mente (retiro inteiro):
https://www.youtube.com/watch?v=fmjHXSU70Jc&list=PLO_7Zoueaxd6Be0J8T6pMVPrf9UVL6gl5
* PRÁTICAS:
Puja Chuva de Bênçãos (legendado):
https://www.youtube.com/watch?v=zkVbcntlbFI&t=1s
Puja Prajnaparamita:
https://youtu.be/floiL6HuKRI?t=6m21s
*Complemento: Marcelo Nicolodi conduzindo o Puja Prajnaparamita em Tibetano: https://www.youtube.com/watch?v=-1xD9UgEvKw / Monja Coen na cerimônia Zen: https://youtu.be/wogWzJ8f8oo
Dedicação de méritos e preces de encerramento:
https://youtu.be/Xo4u6vB0GUM?t=2h29m2s
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segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018
domingo, 7 de janeiro de 2018
O Treinamento da Mente em Sete Pontos de Atisha - vídeo do Lama Alan Wallace
Vídeo completo: https://youtu.be/EP9V_e8odaU
(O livro Budismo com atitude, disponível aqui, acompanha um folder com estes 7 pontos! Aqui a Jeanne Pilli fala mais sobre este ensinamento.)
(O livro Budismo com atitude, disponível aqui, acompanha um folder com estes 7 pontos! Aqui a Jeanne Pilli fala mais sobre este ensinamento.)
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sexta-feira, 12 de maio de 2017
Anotações da palestra pública com Chagdud Khadro sobre a Morte em 11/05/2017 - Chagdud Gonpa RJ
Eu só soube do evento muito tarde e não havia mais vagas, mas acabei conseguindo ir a esta palestra disputadíssima de uma forma meio mágica. Só foi possível por ter ido a esta outra palestra com Mingyur Rinpoche (aliás, a meditação que ele conduziu foi maravilhosa, clique aqui para assistir) uns dias antes. Uma moça se sentou ao meu lado, super simpática, e acabamos amigos. Então, tenho que agradecer muito a ela, Clarice Rohde, que lembrou de mim quando sua amiga falou que não poderia comparecer ao evento com Chagdud Khadro e quis oferecer a vaga para alguém.
ANOTAÇÕES:
- Importância de contemplar a vida humana preciosa e a impermanência
- As pessoas em geral veem a morte de outras ao seu redor mas acham que nunca vão morrer...
. Morte repentina por acidente - consciência sai rápido
. Morte por velhice, natural, corpo deixado sozinho - consciência permanece alguns dias (no Tibete é tradicional deixar o corpo sem ser tocado por três dias)
- Prática de Poa: importante para o Brasil - já que aqui não se pode ficar sem tocar o corpo por três dias - por lei. Com Poa, a consciência sai e o corpo não importa mais depois... Pode ser tocado, enterrado, cremado etc. Pode-se pedir para doar os órgãos (muito auspicioso ajudar outros a seguir vivo) só depois de alguém fazer Poa para o falecido.
- O que podemos fazer com mortos, para ajudar a consciência a sair pelo alto da cabeça (chacra da coroa), que é mais auspicioso: dar batidinhas ou tocar alto da cabeça (qualquer pessoa pode fazer, não precisa ser Lama)
- Após a morte: há um estado de calor no chacra central no peito, sem mais raiva (que vem do pai, luminosidade branca que desce pelos canais da cabeça para o peito) nem apego (que vem da mãe, luminosidade vermelha que sobe do ventre para o peito). Nesse estado intermediário, o corpo fica aquecido no peito, sem decomposição. Chagdud Tulku Rinpoche ficou assim por 5 dias e meio após a última respiração. Paramahansa Yogananda ficou 20 dias.
- Meditação. É cultivo de abertura para a vacuidade, Darmakaia. É preciso paciência. Com adversidade, inimigos e medo da vacuidade. Somos viciados em movimento, fazer algo. O estado de abertura total pode dar medo...
- Sem familiaridade com meditação, após a morte aparecem logo luzes, movimento e deidades (estado não dual de projeção da própria mente). Para não praticantes, quase não dá tempo de perceber o Darmakaia, que é insuportável. A mente se move e Darmakaia e depois Sambogakaia se fecham e surge logo o bardo do vir a ser.
- "Fantasmas" - Seres do bardo, com a tendência humana a voltar pra casa. Todos temos esse apego a estabilidade. Até moradores de rua delimitam seus espaços, criam limites e hábitos. Por causa dessa estabilidade do lar, após a morte muitos voltam para casa e ficam sem poder se comunicar com os vivos, presentes mas sem poder se comunicar ou interagir com nada "sólido". Praticar o Sur ajuda esses seres que não conseguem se alimentar de sólidos, mas sentir aromas. Além disso, dedicar méritos de qualquer prática também ajuda estes seres. Ou oferendas de lamparinas. Não é bom chorar assim que alguém morre. Só traz mais confusão para ele. É ótimo lembrar de falar pro falecido se lembrar de seu refúgio espiritual. Recomendado não tocar nos pertences do morto por 21 dias. Pode irritar se houver apego ainda. Melhor praticar o que estiver mais habituado, pois essa prática tem mais conexão, mais afinidade, logo será mais poderosa. E dedicação de mérito pro falecido.
- É o anseio por estabilidade que leva a renascer. Importante lembrar de pensar em Guru Rinpoche, Amitaba, Chagdud... Depois da morte, onde a mente pensa a mente vai, muita instabilidade... Daí a necessidade do reflexo rápido de tomar refúgio em situação difícil, treinar durante a vida. Vai ser assim na morte. Treinamento!!!! Rezar sempre que aparecer uma crise, confusão, briga, negatividade!!! Quanto mais instantâneo, melhor. Treinar em vida!!!
- Contemplação da impermanência e morte senão: vida sem sentido.
- Acumulação de negatividade a vida toda deixa a morte mais difícil. É preciso purificar todas as emoções negativas, coisas não resolvidas etc.
- No momento da morte: Ver o positivo, oferecer tudo que perderemos. Posses, Inteligência etc. Fazer cartas agradecendo. Dedicar mentalmente. Fazer testamento. Deixar tudo resolvido...
- Sugestão de um Rinpoche: criar caixa com tudo: Testamento, cartas, quem avisar para rezar e fazer práticas, quais pessoas avisar e práticas etc. E avisar todos onde guarda a caixa, antes do processo de morte, para ser encontrada e aberta.
- Livro recomendado: Peaceful Death, Joyful Rebirth
P.S.: Outro livro que aprofunda o tema e eu já li e recomendo: O livro tibetano do viver e do morrer
ANOTAÇÕES:
- Importância de contemplar a vida humana preciosa e a impermanência
- As pessoas em geral veem a morte de outras ao seu redor mas acham que nunca vão morrer...
. Morte repentina por acidente - consciência sai rápido
. Morte por velhice, natural, corpo deixado sozinho - consciência permanece alguns dias (no Tibete é tradicional deixar o corpo sem ser tocado por três dias)
- Prática de Poa: importante para o Brasil - já que aqui não se pode ficar sem tocar o corpo por três dias - por lei. Com Poa, a consciência sai e o corpo não importa mais depois... Pode ser tocado, enterrado, cremado etc. Pode-se pedir para doar os órgãos (muito auspicioso ajudar outros a seguir vivo) só depois de alguém fazer Poa para o falecido.
- O que podemos fazer com mortos, para ajudar a consciência a sair pelo alto da cabeça (chacra da coroa), que é mais auspicioso: dar batidinhas ou tocar alto da cabeça (qualquer pessoa pode fazer, não precisa ser Lama)
- Após a morte: há um estado de calor no chacra central no peito, sem mais raiva (que vem do pai, luminosidade branca que desce pelos canais da cabeça para o peito) nem apego (que vem da mãe, luminosidade vermelha que sobe do ventre para o peito). Nesse estado intermediário, o corpo fica aquecido no peito, sem decomposição. Chagdud Tulku Rinpoche ficou assim por 5 dias e meio após a última respiração. Paramahansa Yogananda ficou 20 dias.
- Meditação. É cultivo de abertura para a vacuidade, Darmakaia. É preciso paciência. Com adversidade, inimigos e medo da vacuidade. Somos viciados em movimento, fazer algo. O estado de abertura total pode dar medo...
- Sem familiaridade com meditação, após a morte aparecem logo luzes, movimento e deidades (estado não dual de projeção da própria mente). Para não praticantes, quase não dá tempo de perceber o Darmakaia, que é insuportável. A mente se move e Darmakaia e depois Sambogakaia se fecham e surge logo o bardo do vir a ser.
- "Fantasmas" - Seres do bardo, com a tendência humana a voltar pra casa. Todos temos esse apego a estabilidade. Até moradores de rua delimitam seus espaços, criam limites e hábitos. Por causa dessa estabilidade do lar, após a morte muitos voltam para casa e ficam sem poder se comunicar com os vivos, presentes mas sem poder se comunicar ou interagir com nada "sólido". Praticar o Sur ajuda esses seres que não conseguem se alimentar de sólidos, mas sentir aromas. Além disso, dedicar méritos de qualquer prática também ajuda estes seres. Ou oferendas de lamparinas. Não é bom chorar assim que alguém morre. Só traz mais confusão para ele. É ótimo lembrar de falar pro falecido se lembrar de seu refúgio espiritual. Recomendado não tocar nos pertences do morto por 21 dias. Pode irritar se houver apego ainda. Melhor praticar o que estiver mais habituado, pois essa prática tem mais conexão, mais afinidade, logo será mais poderosa. E dedicação de mérito pro falecido.
- É o anseio por estabilidade que leva a renascer. Importante lembrar de pensar em Guru Rinpoche, Amitaba, Chagdud... Depois da morte, onde a mente pensa a mente vai, muita instabilidade... Daí a necessidade do reflexo rápido de tomar refúgio em situação difícil, treinar durante a vida. Vai ser assim na morte. Treinamento!!!! Rezar sempre que aparecer uma crise, confusão, briga, negatividade!!! Quanto mais instantâneo, melhor. Treinar em vida!!!
- Contemplação da impermanência e morte senão: vida sem sentido.
- Acumulação de negatividade a vida toda deixa a morte mais difícil. É preciso purificar todas as emoções negativas, coisas não resolvidas etc.
- No momento da morte: Ver o positivo, oferecer tudo que perderemos. Posses, Inteligência etc. Fazer cartas agradecendo. Dedicar mentalmente. Fazer testamento. Deixar tudo resolvido...
- Sugestão de um Rinpoche: criar caixa com tudo: Testamento, cartas, quem avisar para rezar e fazer práticas, quais pessoas avisar e práticas etc. E avisar todos onde guarda a caixa, antes do processo de morte, para ser encontrada e aberta.
- Livro recomendado: Peaceful Death, Joyful Rebirth
P.S.: Outro livro que aprofunda o tema e eu já li e recomendo: O livro tibetano do viver e do morrer
segunda-feira, 22 de agosto de 2016
Controle de qualidade da prática (Lama Padma Samten)
Vídeo do Lama sobre controle de qualidade da prática
Resumo - Controle de qualidade da prática:
1 - Bodicita relativa (Energia, brilho em todos os lungs)
2 - Devoção (Aparece unida a bodicita)
3 - Aspecto secreto (Sem centro autônomo de acionamento causal da energia, fonte primordial inseparável de nós - mãe Darmata)
4 - Sabedoria primordial (Visão do mundo a partir do Darma - sabedoria primordial - e não mais a visão do mundo a partir do mundo - sabedoria causal)
5 - Liberação da linguagem da identidade (As identidades baseadas nos 12 elos funcionam por um tempo depois cessam)
6 - Materialismo espiritual (É a fixação de identidade dentro do caminho espiritual. Avançamos não porque nos tornamos algo importante, mas porque atingimos uma mente que não é de ninguém)
7 - Tudo vira prática (Quando encontramos obstruções no caminho, aparências assustadoras, atraentes ou indiferentes, não rejeitamos, utilizamos como prática de lucidez)
8 - Ensinamentos para o final do caminho (Ensinamentos de Dudjom Lingpa, Jigme Lingpa, Dilgo Khyentse Rinpoche)
Resumo - Controle de qualidade da prática:
1 - Bodicita relativa (Energia, brilho em todos os lungs)
2 - Devoção (Aparece unida a bodicita)
3 - Aspecto secreto (Sem centro autônomo de acionamento causal da energia, fonte primordial inseparável de nós - mãe Darmata)
4 - Sabedoria primordial (Visão do mundo a partir do Darma - sabedoria primordial - e não mais a visão do mundo a partir do mundo - sabedoria causal)
5 - Liberação da linguagem da identidade (As identidades baseadas nos 12 elos funcionam por um tempo depois cessam)
6 - Materialismo espiritual (É a fixação de identidade dentro do caminho espiritual. Avançamos não porque nos tornamos algo importante, mas porque atingimos uma mente que não é de ninguém)
7 - Tudo vira prática (Quando encontramos obstruções no caminho, aparências assustadoras, atraentes ou indiferentes, não rejeitamos, utilizamos como prática de lucidez)
8 - Ensinamentos para o final do caminho (Ensinamentos de Dudjom Lingpa, Jigme Lingpa, Dilgo Khyentse Rinpoche)
domingo, 26 de junho de 2016
Resumo do Retiro do Lama Padma Samten em Araras, 2016
"Todos somos meio como "O médico e o monstro". Praticamos, praticamos mas algum fato ocorre e nos arrasta pela energia. Controle não resolve. Não soluciona isso. (...) A mente não tem poder sobre a energia. Daí a importância de estabilizar a energia (shamata impura com foco nos cinco lungs). Mas shamata é uma condição particular. E o espaço não é o elemento éter. O espaço seria o sexto elemento, seria a capacidade quebrar o aspecto limitado da prática e perceber que aquele estado particular de mente não é a iluminação. O espaço é a condição secreta da mente, é o ambiente além de qualquer objeto, que acolhe todos os objetos. Aquilo que não morre. Como perceber a amplitude de um céu estrelado. A percepção do elemento espaço no ciclo de seis elementos nos ajuda a neutralizar os obstáculos da própria prática de shamata."
- Lama Padma Samten (adaptado, pois escrevi no celular sem dar tempo de uma transcrição exata. Retiro de Junho em Araras, 2016)
- Lama Padma Samten (adaptado, pois escrevi no celular sem dar tempo de uma transcrição exata. Retiro de Junho em Araras, 2016)
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sexta-feira, 24 de junho de 2016
Realizar os ensinamentos
Estava sentindo falta de aprofundar mais, realizar os estudos no Budismo e ontem descobri este vídeo com ensinamentos do Luis Filipe que mostram uma metodologia maravilhosa, na prática, para tal. Pensar, contemplar e repousar. Ele fala também de seu exemplo em retiro, lendo três vezes o mesmo livro, depois - na quarta vez - anotando passagens que parecem importantes para depois usar a técnica de ler, contemplar por 3 minutos (buscando exemplos), depois repousar a mente por mais 3 minutos. Essa técnica permite que estudemos com uma mente mais ampla e acho que aumenta muito a chance de aprofundarmos os ensinamentos.
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terça-feira, 26 de abril de 2016
As 4 Nobres Verdades
- Existe o sofrimento (duka - veja aqui uma explicação do Lama em 2017 ou aqui)
- Existem as causas do sofrimento (duka)
- A liberação do sofrimento (duka) é possível
- Existe um caminho leva a esta liberação (o nobre caminho óctuplo)
quinta-feira, 14 de abril de 2016
Pensar, contemplar e repousar
- Pensar: análise racional
- Contemplar: buscar exemplos na própria vida
- Repousar: relaxamento
Exemplo de prática: 3 minutos de cada um, sobre determinado tema ou trecho.
- Contemplar: buscar exemplos na própria vida
- Repousar: relaxamento
Exemplo de prática: 3 minutos de cada um, sobre determinado tema ou trecho.
domingo, 27 de março de 2016
3 raízes do Darma
- Lama - Mestre (raiz das bênçãos)
- Yidam - Deidade meditativa / Ser visualizado (raiz das realizações)
- Dakini - Princípio feminino das atividades iluminadas (raiz da atividade iluminada)
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Lama Padma Samten falando sobre Games / Distrações
"Se as pessoas são armadilhadas por jogo de computador, qual é a chance delas? Se elas consideram que elas avançam quando elas respondem mais rápido ao estímulo na tela do computador qual é a chance delas? Elas tão treinando a responsividade, que é o elemento central da prisão. Elemento central da prisão é assim: aparece alguma coisa eu respondo condicionado dentro daquilo. Isso é considerado dentro dos testes de inteligência um dos fatores essenciais. Quanto mais rápidos nós respondemos aos estímulos de uma forma previsível, mais inteligente nós somos. Isso é QI, né?"
Lama Padma Samten
fonte: https://www.youtube.com/watch?v=EN7WqI7KKrg&feature=youtu.be&t=1h43m35s
OBS.: Fiquei contemplando isso e ainda tem outros agravantes, acho: assim como a maioria dos esportes, estimula a competitividade (baseada em avydia, a ilusão de dualidade) e, em alguns casos, banaliza a violência (o oposto de tentarmos construir uma cultura de paz).
Podemos expandir essa percepção para a imensa maioria das distrações, passatempos ou entretenimento dentro do que chamamos normalidade - novelas, filmes, seriados e até mesmo músicas que criem uma bolha ilusória de realidade (como as românticas, por exemplo), reforçando hábitos talvez de muitas vidas.
Porém, é importante lembrar que não se proíbe nada no Budismo de forma dogmática e que, se for causar um sofrimento abandonar radicalmente alguma dessas coisas (mesmo sobrando mais tempo pra meditar), melhor não ser tão radical. Talvez apenas diminuir o tempo gasto com isso.
Outra opção é usar essas distrações como prática, tentando percebê-las de forma lúcida. Esta seria a prática mais elevada. Mas comigo, no videogame, não funcionou muito bem até agora: acabo usando como desculpa pra seguir no vício. :)
OBS. 2: Se sua prática aprofundou a ponto de você não achar mais muita graça nas coisas mundanas ou distrações, leia aqui.
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terça-feira, 23 de fevereiro de 2016
4 fases de shamata (texto base: O Tantra afiado da consciência Vajra - comentários de Dudjom Lingpa)
1 - Distinção: quietude da consciência / movimentos da mente (atenção plena unifocada)
2 - Fluxo: percepção da quietude e dos movimentos sem esforço (atenção plena manifesta)
3 - 5 sentidos físicos se tornam apenas consciência mental (findam as aparências). Repouso no vazio. (atenção plena destituída de atenção plena)
4 - Inverter a consciência que observa o vazio para a própria consciência substrato, indívisível do substrato. Quietude, não-conceptualidade, luminosidade, bem-aventurança. (atenção plena que se auto-ilumina)
A realização de shamata seria a fase 4, que nos leva à consciência substrato, mas não a rigpa. Ainda há alguns conceitos aparecendo na fase 4 e fixações.
Atingir rigpa seria a iluminação, mas realizar shamata não.
É como se conseguindo repousar na consciência substrato, pudéssemos ver as aparências do mundo como vazias, mas apenas em rigpa pudéssemos vê-las como um sonho.
fonte: Essas anotações foram sobre esta palestra de Alan Wallace em Viamão em 2016, mais especificamente à 1h 20min.
2 - Fluxo: percepção da quietude e dos movimentos sem esforço (atenção plena manifesta)
3 - 5 sentidos físicos se tornam apenas consciência mental (findam as aparências). Repouso no vazio. (atenção plena destituída de atenção plena)
4 - Inverter a consciência que observa o vazio para a própria consciência substrato, indívisível do substrato. Quietude, não-conceptualidade, luminosidade, bem-aventurança. (atenção plena que se auto-ilumina)
A realização de shamata seria a fase 4, que nos leva à consciência substrato, mas não a rigpa. Ainda há alguns conceitos aparecendo na fase 4 e fixações.
Atingir rigpa seria a iluminação, mas realizar shamata não.
É como se conseguindo repousar na consciência substrato, pudéssemos ver as aparências do mundo como vazias, mas apenas em rigpa pudéssemos vê-las como um sonho.
fonte: Essas anotações foram sobre esta palestra de Alan Wallace em Viamão em 2016, mais especificamente à 1h 20min.
domingo, 14 de fevereiro de 2016
14 conselhos do coração do Lama Padma Samten para testar sua prática - Instruções piedosas diretas
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Tetralema de Nagarjuna
É.
Não é.
É e não é.
Nem é nem não é.
Não é.
É e não é.
Nem é nem não é.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
4 características de estar operando dentro de uma bolha de realidade:
- causalidade
- propósito
- visão estratégica
- urgência
segunda-feira, 7 de dezembro de 2015
Prajna - Curso do Gustavo Gitti no CEBB Rio
Prajna. Curso do Gustavo Gitti no CEBB Rio. Dezembro de 2015. Minhas anotações
Budismo se resume a três práticas:
1- Energia estável autônoma. Shamata.
2- Lucidez. Sabedoria do silêncio. Prajna. Olhar não perturbado.
3- Compaixão. Bodicita. Metabavana.
-
Tudo no Budismo é para liberar o sofrimento. Sabedoria é o que mais funciona (Prajna).
Essa teoria tem a ver com a vida da Pessoa. Não separar. Importância de falar como foi a semana na sanga: mostrar as dificuldades de manter a visão sem condicionamentos de cada um ajuda a analisar a própria vida.
Na visão prajna, é como se tudo que qualquer pessoa nos diga seja mentira.
Prajna é liberar qualquer sensação de solidez. Acaba com a necessidade de qualquer terapia. Tudo é sonho. Inclusive o passado.
É preciso liberar as coisas e a vida. Nascemos no processo condicionado. Nascemos tortos. A partir de condicionantes. O carma gera a individualidade. Para a liberação não podemos levar nada. É preciso soltar. Não há algo topo numa carreira ou acúmulo em um eu praticante no caminho budista.
Liberar é rir para as coisas. Átomos. Big bang. Nós estarmos no Rio de Janeiro, com mãe, esposa, idade, carteira de identidade etc.
Nossa vida parece maior que a prática. Deveria ser o contrário. Prajna explode a visão tradicional.
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O único jeito de ir além de vida é morte é não ser uma pessoa. É ABRIR ESPAÇO PARA AS SABEDORIAS ATEMPORAIS.
Não há como entender. Melhor ver além de nossos conceitos e visões limitadas. Não é entender!
Queremos chão e certezas mas o prajnaparamita tira o chão e as certezas.
-
Geralmente, a gente nunca olha pras coisas, apenas reagimos. Olhando com sabedoria todas as coisas perdem poder. Todas.
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1a prática - não reagir
2a - olhar (a bolha de realidade como bolha)
Qualquer aparência não reconhecida faz a gente nascer dentro de um bolha.
Todos os sofrimentos são assim. Todas as experiências. Prajna é um ensinamento temporário para sair da bolha. Shamata fora da bolha é repousar na presença.
-
Com base em coisas sem base construímos coisas enormes. Como começa um namoro? Como uma parede começa? A partir de que número de tijolos? Como surge o tijolo? Quando deixa de ser barro? Como surge o CEBB?
Do ponto de vista do Prajna, casar é igual a pintar uma parede de azul.
Nossa vida não deve atrapalhar nosso caminho de bodisatva. Os referenciais mudam todos com a prática. É mais importante não achar que somos seres tortos do que tentar desentortar ou fazer análise, terapia, tentar resolver etc.
É como se houvesse a Matrix realmente mas sem Sião, sem qualquer outra coisa.
Não há tempo ou lugar melhor para sair do sonho.
Não devemos criar num identidade a mais de praticante.
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Dançar, brincar, sorrir das aparências.
Acreditar em duendes ou em marido é a mesma coisa.
Só com Prajna entendemos grandes praticantes voarem ou marcarem pedras com as mãos de forma natural. Que nem andar de metrô.
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Em qualquer momento do sonho é a mesma dificuldade para sair dele. Não cair na armadilha de momento ou lugar ideal. Agora é nas condições atuais é o ideal sempre.
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Todas as coisas que parecem dadas se tornam dúvida com o Prajna. De onde vem o azul que vemos nos objetos? Não está nos objetos, nem entre os olhos e os objetos, nem nos olhos.
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Avidya: no sonho e na vida não vemos o começo. No sonho conseguimos ver algo além do nascimento e morte do sonho. Temos que fazer isso com a vida. Isso é Prajna.
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A partir do Prajna começamos a apreciar tudo. Termos duas mãos. Dez dedos. Realidade mais lúdica. A compreensibilidade da linguagem (que é a própria compaixão, Chenrezig, segundo o Lama).
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Prajna é momento a momentos. segundo a segundo. Costurando momentos contamos histórias e entramos em bolhas. Momento a momento não há namoro. Há uma conversa, um olhar etc.
Não há problemas voltar pra bolhas. Temos vislumbres rápidos. O grande trabalho é estabilizar.
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Exemplo de bolha sem sentido: futebol. Torcemos para camisas. Os jogadores mudam. Termos energia condicionada por uma bola entrar ou não num lugar. Milhões em dinheiro por isso. Pessoas se matando.
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É preciso parar. É a reação que sustenta a bolha. Diário como forma de não soltar. Melhor ficar quieto. Se você para não há sofrimento. O sofrimento é como um beliscão que nos damos constantemente. Na realidade (espaço livre) não tem sofrimento.
Não se nega a realidade relativa das coisas. O sofrimento vem de não relativizar. Ver solidez. Não ver a construção. Não ver como a experiência de algo, mas algo sólido.
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4 jeitos de operar:
Ex.: medo do escuro
1- grosseira. Resolver. Acender a luz.
2- disciplina. Repressão.
3- mudança de paisagem. Mudar de bolha. Ressignificar o escuro, lembrar de algo bom no escuro.
4- liberar. Só olhar. Uau!
Com a morte nenhuma das três funciona. Só a quarta.
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Caminho octuplo:
6- shamata (seria como a tecnologia)
7- prajna (seria como a ciência)
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Buda não mantém teorias arbitrárias sobre a realidade. Sabedoria não é construção ou teoria. É silêncio não condicionado. Do lugar não construído, vemos as construções.
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Vacuidade é vaziez
Forma é aparência. É experiência de algo.
Na ciência também tudo é aparência. Não se chega a alguma coisa.
Vacuidade tá ligada com a liberdade. Não tem Fabio no Fabio. :)
-
Prajna: Além dos extremos, sem ser intermediário. Ser e não ser. Extremos impedem de ver a natureza livre.
Tetralema de Nagarjuna (serve para qualquer afirmação )
1- é
2- não é
3- é e não é
4- não é nem é
Vazio é forma: nega o vale tudo. Vacuidade sem ética é porque você não entendeu a vacuidade. Dentro do sonho, quanto mais entendemos que as coisas são vazias e luminosas, mais cuidado e ética.
Na própria aparência é que vemos essa liberdade. A vaziez. A vacuidade.
-
Forma é vazio. Vazio é forma.
Não tem algo. Nem não tem.
-
O Darma está escrito nos darmas (aparências).
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No Budismo temos seis mentes. 5 associadas aos sentidos mais a mente da mente. Todas deludidas. :)
-
Avidya: a aparência que a própria mente criou começa a controlar a mente. Nos prendemos nos mundos que criamos. A gente acha que o mundo é autossustentável, mas nós é que sustentamos com nosso olhar as bolhas de realidade que criamos.
OBS.: Melhor evitar qualquer coisa que gere sofrimento. Ainda mais se desenvolvermos nossa prática e pudermos ver como as ações pequenas podem causar um sofrimento enorme, justamente pela vacuidade de tudo aceitar qualquer luminosidade. Em nós mesmos pelo carma ou diretamente na outra pessoa. Exemplo: você trai e a pessoa e ela se mata por causa disso... Imagine o carma negativo gerado para ambos! A visão de Prajna aumenta nossa responsabilidade ética e não o contrário ("Vale tudo, se é tudo vazio").
2- Lucidez. Sabedoria do silêncio. Prajna. Olhar não perturbado.
3- Compaixão. Bodicita. Metabavana.
Prajna é liberar qualquer sensação de solidez. Acaba com a necessidade de qualquer terapia. Tudo é sonho. Inclusive o passado.
2a - olhar (a bolha de realidade como bolha)
"As coisas não são o que parecem. Nem qualquer outra coisa." - Lakavantara sutra
É como se houvesse a Matrix realmente mas sem Sião, sem qualquer outra coisa.
2- disciplina. Repressão.
3- mudança de paisagem. Mudar de bolha. Ressignificar o escuro, lembrar de algo bom no escuro.
4- liberar. Só olhar. Uau!
6- shamata (seria como a tecnologia)
7- prajna (seria como a ciência)
2- não é
3- é e não é
4- não é nem é
OBS.: Melhor evitar qualquer coisa que gere sofrimento. Ainda mais se desenvolvermos nossa prática e pudermos ver como as ações pequenas podem causar um sofrimento enorme, justamente pela vacuidade de tudo aceitar qualquer luminosidade. Em nós mesmos pelo carma ou diretamente na outra pessoa. Exemplo: você trai e a pessoa e ela se mata por causa disso... Imagine o carma negativo gerado para ambos! A visão de Prajna aumenta nossa responsabilidade ética e não o contrário ("Vale tudo, se é tudo vazio").
Gustavo Gitti - Relacionamentos lúcidos - palestra Cebb Rio - dezembro de 2015
Gustavo Gitti - Relacionamentos lúcidos - palestra Cebb Rio - dezembro de 2015 - Meu resumo e anotações
Buda fala a realidade e não suas ideias próprias.
Experiência condicionada. Experiência cíclica de insatisfação. Duka. A causa da felicidade é a mesma do sofrimento. Se for condicionada.
Ansiedade: queremos a saída sem entender o sofrimento. A primeira coisa é olhar o sofrimento próprio e ao redor.
Começo de namoro: A causa da felicidade já sabemos que será a mesma do sofrimento. Nossa dependência energética. No início do início do namoro, deixamos noa abalar uma demora na resposta do whatsapp etc. É a mesma dependência energética que vai fazer doer a falta no final do namoro. Como se entrássemos numa piscina estranhando: "Está me molhando!" "Está me molhando!"
Não tem ninguém feliz apesar das fotos do Facebook. Perguntem às pessoas. Casal - estão repousados. Muitas vezes um deixando o outro mais estagnado. Em geral, não é amor genuíno e sem apego.
Duka é como a própria respiração. Não dá para parar. Igual a ajustar de posição na meditação. Nunca encontramos uma bolha dourada. Um galho último. Não há cobertor que nos cubra inteiros. Procurar no samsara é perda de tempo. A saída é a iluminação.
Exemplo: Entramos numa relação com uma pessoa cuja mente não para pôr três segundos. Ela fala - eu te amo e que vai cuidar muito de você - mas como acreditar? Como procurar estabilidade assim? Não tem como dar certo. Com energia condicionada. Dependendo do outro e de suas ações para a nossa energia. Para completar, entramos na relação autocentrados. Mas de outro modo é possível. Por que não começar com ambos fazendo shamata? :)
Por isso, é preciso estudar a origem mais sutil do sofrimento. Por que sofremos?
Estamos há muito tempo colecionando soluções mas não sabemos qual é o problema.
O problema não é falta ou excesso de sexo ou liberdade. Nem amor livre ou padrão.
Para não perder tempo, eh preciso buscar a solução mais profunda. É possível liberar o sofrimento em nós é nos outros.
Nossos meios hábeis vão vir justamente de olhar nosso próprio caminho de sofrimento. Por exemplo, ser traído ajuda a ajudar traídos.
O desejo no fundo é chegar em casa, paz. Então o que queremos mesmo é a iluminação. Nunca encontraremos isso com as coisas do mundo todas, inclusive relações.
Mudanças no caminho não mudam a insatisfatoriedade. Exemplo: largar emprego. Daqui a pouco a pessoa já está pirando por não ter nada pra fazer... É assim com tudo no mundo.
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Terceira nobre verdade: a liberação é possível. É preciso confiar na total liberação. Por exemplo, total liberação do ciúme. Total liberação da competição. É preciso de algo total. Acreditarmos nisso. Mesmo ainda não estando com esta capacidade.
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Terceira nobre verdade: a liberação é possível. É preciso confiar na total liberação. Por exemplo, total liberação do ciúme. Total liberação da competição. É preciso de algo total. Acreditarmos nisso. Mesmo ainda não estando com esta capacidade.
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Quarta nobre verdade: há o caminho. Precisamos praticar. Se há um caminho, é possível!
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Tipos do sofrimento :
1- sofrimento da dor (evidente, o próprio sofrimento)
2- sofrimento da mudança, da impermanência. Incapacidade de estabilização em bolhas, mesmo boas. Castelos de areia.
3- sofrimento todo pervasivo. Cuja origem é a ignorância. Só o fato de estar na bolha. Exemplo: achar que está casado. Achar que é um marido. Achar que há uma esposa. "Se achando". Operando com avidya. Difícil liberação. Para sair: prajna! Sair do excesso de seriedade. Não acreditar tão solidamente nos papéis que desempenhamos no teatro da vida.
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Pessoa sofrendo ao contar sua dor: dá detalhes. Quer que você entenda. Detalhes inúteis. Apenas conta fatos. Nível grosseiro. ("Estou me molhando!") Não analisa o principal, além dos fatos: porque a afeta. Nível sutil.
Todos os conselhos são tentar resolver ou controlar no nível grosseiro. Inútil. Melhor não dar conselho assim, em geral. Primeira nobre verdade: o mundo não é consertável. As coisas não são resolviveis. Isso é um alívio!
Há um lugar onde está tudo resolvido. A terceira nobre verdade.
A felicidade não vem de histórias ou ajustes. Nem de histórias que deram certo.
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Exemplo: Traição. Eh apenas uma relação paralela, mesmo que seja algo não ético e que cause sofrimento. Mas é melhor evitar.
Melhor evitar qualquer coisa que gere sofrimento. Ainda mais se desenvolvermos nossa prática e pudermos ver como as ações pequenas podem causar um sofrimento enorme, justamente pela vacuidade de tudo aceitar qualquer luminosidade. Em nós mesmos pelo carma ou diretamente na outra pessoa. Exemplo: você trai e a pessoa e ela se mata por causa disso... Imagine o carma negativo gerado para ambos! A visão de Prajna aumenta nossa responsabilidade ética e não o contrário ("Vale tudo, se é tudo vazio").
Ao mesmo tempo, olhando do ponto de vista do traído (e não como desculpa para trair), comparemos com a amizade. A amizade é uma relação paralela. Por que não nos faz sofrer tanto? Pode dar a mão? Pode. O ombro? Rs. Qual o limite? Há uma questão cultural etc.
Melhor evitar qualquer coisa que gere sofrimento. Ainda mais se desenvolvermos nossa prática e pudermos ver como as ações pequenas podem causar um sofrimento enorme, justamente pela vacuidade de tudo aceitar qualquer luminosidade. Em nós mesmos pelo carma ou diretamente na outra pessoa. Exemplo: você trai e a pessoa e ela se mata por causa disso... Imagine o carma negativo gerado para ambos! A visão de Prajna aumenta nossa responsabilidade ética e não o contrário ("Vale tudo, se é tudo vazio").
Ao mesmo tempo, olhando do ponto de vista do traído (e não como desculpa para trair), comparemos com a amizade. A amizade é uma relação paralela. Por que não nos faz sofrer tanto? Pode dar a mão? Pode. O ombro? Rs. Qual o limite? Há uma questão cultural etc.
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O traído sofre não é pelo que o outro fez. Início de toda relação: surgiu energia. Não interessa a história. No segundo encontro, mantém a energia. O que interessa não é o outro, é a energia q surge em nós. Poder um sobre o outro e controle. Não percebemos que isso nos controla: nossa energia na dependência do outro. Condicionada. Isso é o início real de toda relação. Tudo faz sentido e brilha quando apaixonamos. Mas a causa não é nada do que a pessoa faz ou fala ou é: é a energia condicionada se manifestando em nós.
Por isso, se supera um ex com muita facilidade, em geral, ao se apaixonar por outra pessoa.
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A saída : energia autônoma
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Todos andam com energia baixa, reféns das pessoas que a aumentam. Famintos. Mesmo em coisas menores. Um olhar. Um e-mail etc.
Mas o outro não tem esse poder. Quem brilha é a gente. É a nossa energia.
Mas o outro não tem esse poder. Quem brilha é a gente. É a nossa energia.
Não bancamos os nosso mundo interno. O outro ganha a tarefa de não nos perturbar.
Experimentar: uma semana sem exigir nada de ninguém. Sem cobrar, sem reclamar, sem pedir explicação, sem fazer jogos em busca de mais energia condicionada.
Experimentar: uma semana sem exigir nada de ninguém. Sem cobrar, sem reclamar, sem pedir explicação, sem fazer jogos em busca de mais energia condicionada.
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Nossas teorias de como a vida deveria ser nos impedem de olhar pra vida.
Problemas na crise:
1-Reatividade rápida. Com seriedade e fixação e não um autoexame com mais calma. Conclusão rápida.
2-Muitas certezas
1-Reatividade rápida. Com seriedade e fixação e não um autoexame com mais calma. Conclusão rápida.
2-Muitas certezas
Repetimos infinitas vezes as ações negativas que o outro nos fez por dias. O corpo reage como se fosse o fato original toda vez. Biologicamente comprovado. Melhor soltar. Não há solidez. Não congelar o outro. Deixar sem resolver ou entender ou vingar etc. Apenas soltar.
No meio da depressão ou crise a gente se distrai e fica bem. Mas lembramos... onde está a traição agora? Onde está o processo de divórcio agora? Não há essa solidez. Isso é avidya. A gente sofre pelo pensar. De nossa solidificação de falas do outro. Mas as falas são emocionais e passageiras, mudam. Não ver solidez em elogios nem em falas negativas. Ou atos.
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Saída :
Energia autônoma
Energia autônoma
Mais brincadeira. Menos solidez. Perceber que não há namoradas ou esposas, só pessoas livres. Nem nada no samsara. Coemergência.
Olhar quando começou o namoro. Difícil achar o exato momento.
Não é preciso entender ou resolver histórias. É só soltar. Seguimos respirando. Segue tudo igual. Respira. É só o que precisamos. Respirar.
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Autocentramento. Terceira causa. Visão utilitária dos outros. Quem sofre só fala de si mesmo. É a raiz do sofrimento. Melhor desejar que todas as pessoas sejam felizes do que querer arrumar nossos "meus". Inclusive meu casamento e meu namoro.
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Amar é desejar a felicidade do outro.
Só conseguimos sendo verdadeiramente felizes. Temos que achar que a felicidade verdadeira é possível.
Outros links sobre nossa cegueira no amor romântico:
- http://sobrebudismo.com.br/o-amor-e-lucidez-nos-relacionamentos/ (Lama Jigme Lhawang)
- http://www.cebb.org.br/o-casamento-e-as-cinco-sabedorias/ (Lama Padman Samten)
- http://www.cebb.org.br/audio-lucidez-e-amor-genuino-nas-relacoes/ (Palestra do Lama Padma Samten)
- https://www.youtube.com/watch?v=OifBda7gqas (Palestra da Marcia Baja)
- http://www.poesiaspoemaseversos.com.br/o-dia-dos-namorados-e-suas-dores/ (Cuidado com o amor romântico - Fabio Rocha)
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terça-feira, 20 de outubro de 2015
6 emoções perturbadoras (ligadas aos 6 reinos)
- Orgulho (reino dos deuses)
- Inveja e Ciúmes (reino dos asuras ou semi-deuses)
- Desejo e Apego (reino dos humanos)
- Obtusidade Mental e Preguiça (reino dos animais)
- Carência e Insatisfatoriedade (reino dos fantasmas famintos)
- Raiva e Medo (reino dos infernos)
As 6 emoções perturbadoras (ligadas aos 6 reinos da roda da vida) tendem a nos fazer praticar as 10 ações não-virtuosas.
10 ações não-virtuosas (de corpo, fala e mente)
- Matar (ação de corpo)
- Roubar (ação de corpo)
- Conduta sexual imprópria (ação de corpo)*
- Mentir (ação de fala)
- Agredir os outros verbalmente (ação de fala)
- Criar intrigas ou fofocas, difamar, gerar discórdia (ação de fala)
- Falar inutilmente, tagarelar (ação de fala)
- Ensinar coisas indevidas, visão errônea (ação de mente)
- Sentir raiva ou aversão a outros seres, má vontade (ação de mente)
- Manifestar avareza (ação de mente)
*Conduta sexual imprópria tem uma enormidade de detalhes e varia conforme a tradição. Podemos considerar, para facilitar, que conduta sexual imprópria seria qualquer ato sexual que cause sofrimento ao outro.
Estas ações se originam das 6 emoções perturbadoras.
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
Sobre retiros - Dicas
Em retiros, aproveitem as práticas em grupo! Meditem sempre que possível! Façam todos os pujas! Mesmo que seja seu primeiro contato, não entendam bem ou não sintam uma grande conexão, se beneficiarão só de estar ali.
Pensando em mim mesmo nas primeiras vezes que fui, achava que não tinha muita conexão com a prática de puja então não fazia muita questão de ir, não entendia muita coisa também. A meditação em grupo eu achava mais difícil que sozinho também (pessoal falando ou passando me desconcentrava), mas já sentia algo mágico na presença do Lama. Hoje em dia - pelo estudo - eu sei que repetir mantras ou as preces das sadanas no puja em grupo potencializa as práticas, assim como meditar. E desenvolvi uma percepção maior desses benefícios: as preces, mantras e meditações com a sanga toda eu sinto muito mais poderosas. Inclusive me "abastecem" para a prática solitária por um bom tempo, tanto na qualidade quanto na disposição para fazê-las (e por mais tempo também). Essa sensação de "abastecimento energético" ouvi também de várias pessoas da sanga.
Mas é bom lembrar que se qualquer causa exterior fez você se sentir melhor no retiro, é porque você tem isso em você. Assim, é possível manter esse estado por si mesmo, ou - pelo menos - prolongá-lo o máximo possível.
Pensando em mim mesmo nas primeiras vezes que fui, achava que não tinha muita conexão com a prática de puja então não fazia muita questão de ir, não entendia muita coisa também. A meditação em grupo eu achava mais difícil que sozinho também (pessoal falando ou passando me desconcentrava), mas já sentia algo mágico na presença do Lama. Hoje em dia - pelo estudo - eu sei que repetir mantras ou as preces das sadanas no puja em grupo potencializa as práticas, assim como meditar. E desenvolvi uma percepção maior desses benefícios: as preces, mantras e meditações com a sanga toda eu sinto muito mais poderosas. Inclusive me "abastecem" para a prática solitária por um bom tempo, tanto na qualidade quanto na disposição para fazê-las (e por mais tempo também). Essa sensação de "abastecimento energético" ouvi também de várias pessoas da sanga.
Mas é bom lembrar que se qualquer causa exterior fez você se sentir melhor no retiro, é porque você tem isso em você. Assim, é possível manter esse estado por si mesmo, ou - pelo menos - prolongá-lo o máximo possível.
segunda-feira, 28 de setembro de 2015
4 formas de ação de Guru Rinpoche
Como agir perante negatividades ou alguém agindo de forma prejudicial a si mesmo e a outros ou quaisquer situações difíceis?
Uma das fontes, nessa palestra do Lama Padma Samten no youtube, em 1h 07min. Quem quiser conhecer o Puja Chuva de Bençãos, clique aqui.
- Ação de poder - não se abalar, não se perturbar (energia constante)
- Ação pacificadora - entender a bolha de realidade do outro, apoiar, pacificar a si mesmo entendendo melhor o outro
- Ação incrementadora - mostrar as qualidades do outro (sempre há)
- Ação irada - a partir da confiança gerada, cortar as negatividades do outro. ser enérgico, mas sem raiva ou algo contra o ser. a motivação deve ser sempre compassiva, de ajudar, de "tirar o espinho do outro".
Uma das fontes, nessa palestra do Lama Padma Samten no youtube, em 1h 07min. Quem quiser conhecer o Puja Chuva de Bençãos, clique aqui.
“Em primeiro lugar a pessoa treina a ação de poder. Ação de poder é não se perturbar pela ação dos outros. A gente gera uma energia autônoma, que independe das aparências. E aí como é que nós vamos ser atingidos? Ação de poder não é a capacidade de pegar o pescoço do outro, mas é a capacidade de, mesmo sendo pego no pescoço pelo outro, não se abalar.
Daí, segunda forma de ação, ação pacificadora. Então por exemplo, diante de situações aflitivas, nós olhamos e vemos qualidades nos outros. A gente em primeiro lugar não se perturba, em segundo lugar vê e reconhece qualidades. Porque quando nós estamos afetados pelos outros, parece que as qualidades dos outros desaparecem. Então agora a gente vê essas qualidades. Isso é super importante, é um teste se nós estamos realmente com a qualidade da ação de poder ou não. Se a gente tem a qualidade da ação de poder, se a gente desenvolveu essa habilidade, a gente consegue ver qualidades nos outros. Mesmo nos inimigos.
Aí quando nós desenvolvemos essa segunda forma de ação, vem a terceira, que é a ação incrementadora. Ou seja, a gente olha aquelas qualidades positivas do outro e ajuda ele a se manifestar a partir daquilo. Favorece os meios para que o outro possa se manifestar através de qualidades positivas. Essa é a terceira forma de ação.
Aí vem a quarta que é a ação irada. É uma ação compassiva irada. Ela não é uma ação raivosa irada. Não é uma ação contra alguém. A ação irada é uma ação a favor de alguém. Por exemplo, a pessoa vai fazer uma bobagem e vai causar muitos problemas, então a gente trata de evitar que ela faça aquilo. Às vezes a ação irada é suave, às vezes ela é cheia de energia, isso depende do que é necessário. ”
—Lama Padma Santem
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