quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Compaixão

Se todos os males,
Temores e sofrimentos no mundo
Vêm do apego a si mesmo,
Que necessidade tenho eu de tal espírito maligno tão grande?
(Shantideva)

Fernando Sabino escreve uma fórmula que devia ter seguido mais, em seu belo livro O Menino no espelho: "Pense nos outros." A compaixão é o caminho para a iluminação no budismo tibetano. Com a prática, vamos pouco a pouco percebendo quão bonito é o movimento de seu brotar. As pessoas vão chegando na sanga sempre pelo sofrimento. E vão, com o tempo, se percebendo cada vez mais no papel de receber outros e ajudá-los. Naturalmente, sem se forçar a nada, com a prática constante da meditação, vão notando um céu enorme além de suas próprias nuvens.

2 comentários:

  1. Magnífico!

    Nó sem fim mas todo fechado.?

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    1. Sim, acho que é o mesmo raciocínio do símbolo do infinito (oito deitado). Você percorre as linhas sem haver começo ou fim, fechado. Igual a uma circunferência... Não se sabe onde começa nem onde termina.

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